sábado, 7 de maio de 2011

Eu quero meu herói de volta



O meu herói não tinha super poderes e muito menos nasceu da imaginação dos americanos. Ele não vencia uma guerra sozinho como "Rambo", nem mandava seus inimigos pra lona como "Rock Balboa" ou voava com uma capa vermelha feito "Superman". Não! O meu herói era de carne e osso como qualquer um de nós, simples mortais. Um brasileiro "da Silva", espirituoso, que carregava em seu coração a fé de uma nação inteira.


Ele não precisava de uma visão raio x para enxergar os problemas da humanidade. Rico, doava aos pobres parte do que conquistava com seus méritos, mas também não era "Robin Hood". Tinha uma ânsia pela vitória, porque só ela colocava o Brasil dos pobres e dos ricos no topo do mundo, sem diferenças. O segundo lugar significava a derrota.


Esse homem fez da sua vida uma grande corrida contra o tempo, movido sempre pela adrenalina. Pelo menos uma vez por semana ele se transformava em herói e revelava seus poderes nas pistas. Nelas ele conseguia voar, parecia imbatível. A cada largada embarcávamos numa nova aventura que tinha na maioria da vezes um final antigo, com aquele brasileiro no pódio. 


Aírton Senna deu ao povo o orgulho de ser um País, defendendo nossa bandeira lá fora. Esse "da Silva" refletia em nossas almas a imagem da vitória, da religiosidade, da determinação, da superação. Capaz de vencer mesmo quando a máquina não tinha condições de chegar. Foi além dos limites, cruzou a linha de chegada andando em duas marchas. O impossível era muito provável quando entrava em "Senna". E seus feitos profissionais e sociais o tornaram um exemplo, por isso ele nos parecia indestrutível, imortal.


Aírton foi a melhor fórmula da F1. Eleito o maior piloto de todos os tempos pelos melhores. Nem a agressividade de um "Leão", a maestria de um francês, a técnica do alemão ou a morte, conseguiram ultrapassar o lendário brasileiro. Aírton Senna do Brasil, do povo, eterno. Dezessete anos se passaram, mas a saudade nunca passa. Eu quero meu herói de volta!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um tiro no alvo ou um tiro no escuro?

O homem mais procurado do planeta foi morto depois de uma longa caçada que durou quase duas décadas. Dez anos se passaram desde os atentados que cravaram uma marca profunda no império americano. Será que as famílias das vítimas daquele onze de setembro se sentem confortadas com a eliminação do mestre do terror? Justiçadas, talvez.

Dois de maio entrará para a história como o dia em que Bin Laden, autor de uma série de covardias insanas praticadas em nome de Alá, deixou de existir. O dia em que os Estados Unidos da América salvaram o mundo de uma mente diabólica.


Descobrimos que ele era apenas um homem, nada sobrenatural. Só que esse homem magro, alto, de barbas cumpridas e um olhar convicto foi capaz de controlar a mente dos fracos, dos suicidas, de pais, mães e filhos que tiveram suas vidas tiradas pelo próprio Bin Laden. Por sua guerra particular contra o Tio Sam.


Mas será que a morte do líder nos libertou do terrorismo?
Ou pelo contrário, provocará uma ira infinita em seus fiéis seguidores? Se assim acontecer teremos corpos agindo sem cérebro, motivados ainda mais pela vingança.


Os conflitos étnicos no Oriente Médio reinarão até o fim dos tempos. A  "Terra Santa" só terá paz quando Alá se cansar de ouvir seu nome em vão por aqueles que praticam o mal e descer a terra para combate-los.


O terror não está mais na pessoa de Bin Laden. O terror se espalhou como uma epidemia pelo mundo. Está entre nós, em nossa mente, gravado para sempre. 


Bin Laden um dia foi aliado e mais tarde se rebelou contra os E.U.A, por quê? 


Os americanos dirão que foram vítimas e, hoje, honraram a nação com um ato de heroísmo. Mas para alimentar sua própria economia, seus padrões elevados de vida, eles vão continuar produzindo a guerra. Alimentando os interesses políticos com suas indústrias bélicas. Armando os países emergentes para invadi-los mais tarde pregando uma falsa paz.


Agora, Bin Laden está morto, mas as armas do Tio Sam vão continuar matando em nome do capitalismo.