quinta-feira, 28 de julho de 2011

A receita da vida



Qual é o maior poder do homem?
Centenas de milhares de pessoas como eu, por exemplo, vivem dizendo que o maior poder do ser humano é a sabedoria. Engano! Jesus Cristo sempre pregou o amor, foi sua grande arma contra os males do mundo.

Quem de nós nunca viveu um amor platônico que atire a primeira pedra. Uma paixão adolescente que trouxe as primeiras compreensões sobre felicidade e a tristeza, o abstrato, algo que não se vê e não se pode tocar, um sentimento que nos invade sem pedir licença e nos arranca toda racionalidade. Assim é o amor.

E pouco importa se essa relação afetiva é entre heterossexuais, homossexuais, transexuais ou qualquer outra classificação daqueles que definem as regras da sociedade moderna. No amor não há preconceitos. O amor existe entre brancos e negros, socialistas e capitalistas, religiosos e descrentes, ele está espalhado por todos os cantos do planeta, no infinito do universo.

Seja um amor materno ou paterno, é sempre bom ser amado. Deixar a alma ser envolvida pelo calor protecionista da família. Compartilhar os bons e maus momentos ao lado da mãe, do pai e dos irmãos. Proliferar essa harmonia com os parentes que te querem bem. Ouvir com atenção a experiência dos avós, demonstrando carinho por aqueles que sempre fizeram por nós. O nosso mundo é sustentado pelo amor que se um dia se esgotar da Terra só sobrará pó.

Hoje eu acordei mais cedo, estiquei-me ouvindo o canto dos pássaros e dos galos, contemplei no horizonte o nascimento de uma imensa bola de fogo que aqueceu a minha vida e me fez sentir parte do cósmico. Fechei os olhos e viajei para um lugar encantado, afinal, todos nós sonhamos com um mundo perfeito, gerado apenas pelo mais puro amor. Devíamos fazer isso todos os dias, sentir o ar da alvorada invadir os pulmões, respirando o maior bem que podemos ter, a vida. Precisamos amar a nós próprios com grande intensidade para oferecer um amor maior ao próximo.

Acolha o teu amigo, ofereça o seu ombro como conforto e enxugue as lágrimas dele com o amor de sua amizade. Sinta através de um aperto de mãos ou de um forte abraço o quanto ele gosta de você. Se o machismo que nos reprime impossibilita essa demonstração por meio de palavras, canalize esse amor nas atitudes. Os gestos falam por si só.

Transforme uma simples relação momentânea em uma paixão ardente, nem que seja por alguns segundos, minutos ou horas. Quando sair em busca de diversão e novas aventuras ao lado dos amigos, em uma sexta-feira qualquer, de um determinado dia do ano, torne esse momento inesquecível. Não perca de vista aquela garota que seduziu os seus olhos com seus cabelos dourados e um sorriso que esbanja a felicidade. Ela pode ser a mulher da sua vida.

E quando você ouvir daquela sua amiga, pela qual você é apaixonado, a seguinte frase “aquele cara é o meu príncipe encantado”, impeça que a mágoa transforme o seu sentimento em uma geleira. Não há culpado nessa história, pois a vida real é bem diferente dos finais felizes das novelas brasileiras. Talvez você tenha nascido pra ela, mas ela não nasceu pra você. O amor também prega suas peças.

Não deixe o ódio que você sente pelo seu inimigo cegá-lo. Perdoe as falhas e maldades dos pobres de espírito, são pessoas mal amadas que vivem num inferno astral. Se conseguir, estenda sua mão para aqueles que um dia o deixaram desamparado, faça com que o seu amor de uma lição de vida a eles.

Ame! Ame sem discriminação, sem burocracia, sem interesses. Ame por amar. Essa é a receita da vida: amar para viver e viver para o amor.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

As estrelas do mundo moderno


Deu na mídia: "Legalize já!"
Elas estão por toda parte, a cada esquina das favelas ou nos refinados bairros burgueses. E são tão "chiquititas" que chegam através de "aviõezinhos", parecem pop stars. "Dona Branca, Puro Êxtase, Erva Danada"... um grupo que conquistou o planeta no século da diversão, que viciou multidões e foi responsável pela morte de milhares de adeptos.

Meu amigo Miltinho que o diga, ele é fã da "Erva Danada". Esta faz a cabeça do camarada há mais de sete anos. Da última vez que nos reencontramos ele me perguntou quatro vezes se eu ainda morava no mesmo lugar, detalhe, o cara mora a duas casas depois da minha. É... o meu "cumpadi" parece estar viajando vinte quatro horas por dia. Espero que ainda tenha lhe restado alguns neurônios, pelos menos para me reconhecer quando nos esbarrarmos por aí.

Pituca era o apelido de uma das meninas mais bonitas do bairro. Certo dia ela conheceu "Dona Branca", a amizade foi crescendo, crescendo... até virar dependência. A partir daí, aquela linda e simpática garota que deixava toda molecada excitada ao desfilar sua beleza, não conseguia mais ficar longe de sua amiga íntima. Aos vinte anos de idade "Dona Branca" presenteou Pituca com uma overdose, provando na verdade ter sido sua inimiga mais cruel.

O tráfico criou uma sociedade paralela estabelecendo uma política criminal que não pode ser mais extinta. Armar o exército e fortalecer a polícia com o intuito de invadir as favelas para reprimir os marginalizados não é a solução para o caos que viola nossa paz. A solução não está na força, pois se assim fosse os Estados Unidos não teriam drogas circulando em seu país, os americanos possuem o maior poder bélico do mundo.

Na década de trinta, a era das gangues, um sujeito chamado Alcapone era temido nos Estados Unidos. Nesse período não havia cocaína, heroína ou maconha, ele era considerado o maior criminoso da época por contrabandiar bebidas alcoólicas durante o período em que foi instituída a "Lei Seca". Somente com a liberação das bebidas, o final da Lei Seca, é que o contrabando foi amenizado, diminuindo consideravelmente a criminalidade no País.

Em uma roda de amigos eu fui indagado: - Bruno! Que mal tem alguém fumar maconha? Essa pessoa não faz mal a ninguém a não ser a ela mesma, não acha? Muitas pessoas não percebem que o viciado alimenta o tráfico. Se o meu amigo Miltinho não fosse um usuário da "Erva Danada" seria menos um consumidor e, se todos pensassem da mesma forma, o tráfico não teria conquistado tanto poder.

Precisamos de uma política severa no combate ao tráfico. Mas porque nunca conseguimos estabelecer essa política? Simplesmente porque o supremo poder está nas mãos dos senhores de palitós e gravatas que deveriam privar pelo bem estar comum da sociedade. E o que fazer se as decisões provêm desses senhores? Eu sempre fui contra a legalização da maconha, mas agora estou repensando sobre a possibilidade. A legalização da maconha não seria realmente um combate na raiz do tráfico?

Se a maconha fosse vendida legalmente nas farmácias não teria porque consumir a "Erva Danada" do mundo marginalizado. Os consumidores teriam total responsabilidade sobre a utilização da droga, podendo ser vendida somente para maiores de 18 anos. Assim o Governo Federal poderia intensificar as campanhas antidrogas para eliminar a "Erva Danada" da cabeça das pessoas através da conscientização dos seus males, como acontece hoje com o tabagismo. Todos os atos inconseqüentes praticados pelos usuários poderiam ser punidos com leis rigorosas, mas as leis são elaborados pelos próprios senhores do crime não? Sim, é verdade. É muito mais lucrativo praticar a ilegalidade do que a legalidade.

Já sei! Encontrei a solução. Em vez de legalizar as drogas vamos legalizar o tráfico para que "ele" deixe de ser ato criminoso. Faremos com que o tráfico se torne uma empresa, pagando impostos, com funcionários registrados e uma clientela mundial. Não é genial? Não, claro que não. Acho que falei tanto na "Erva Danada" que já estou sentido seus efeitos irracionais. Essa discussão nunca tem fim, mas sempre volta a tona. Enquanto isso, tento compartilhar idéias com você caro leitor. Legalize já!?!?!?!?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

ANDANDO a PAMPA







O conhecimento é uma viagem, compartilhada com personagens que encontramos pelo caminho.

Pessoas desconhecidas que nos recebem com carinho,
que abrem as portas e o coração para forasteiros como eu.

Caminhando pelo sul avistei velhos amigos e conquistei novas amizades. As Lembranças são muitas, pena que nem todas cabem nessa pequena homenagem.