terça-feira, 23 de agosto de 2011

Até o fim de nossas vidas



Tem dias na vida que levantamos da cama já com uma a sensação estranha, sem lógica, indecifrável. Parece que a nossa energia foi totalmente consumida, mesmo depois de um sono profundo. Os sonhos ressuscitam o que trancamos a sete chaves no subconscinte. Coisas boas e ruíns, que sempre farão diferença até o último passo, olhar, suspiro da nossa caminhada por aqui.

Essa semana o dia me acordou mais triste. O sol não despertou para bronzear a minha pálida alma. Nem mesmo o poeta com suas doces palavras e rimas conseguiu preencher o meu vazio. Hoje eu acordei mais sozinho do que nunca, angustiado como um pássaro dentro de uma gaiola procurando a porta da liberdade, da salvação para os seus sofrimentos.

Restou-me somente a saudade, saudade da minha infância, de um doce chamado Carolina, do colo dos meus pais, dos cabelos brancos dos meus avós, das mulheres da minha vida, dos meus grandes e eternos amigos, das rodas de bate-papo dos neocorvos, das peladas entre palmeirenses (Marco Bonito e Demétrius) e corintianos (Rogério e Olacir) e daqueles que já se foram, mas compartilharam parte de suas vidas comigo.

Essa agonia já tem um laudo. O parecer dos peritos é de que estou morrendo de saudade. Saudade de bons tempos que agora estão em preto e branco, eternizados em minha memória. E não há cura, o único remédio que encontrei foram as teclas do meu computador, entre palavras e frases, reunindo num flash todas as pessoas que de alguma forma se tornaram personagens importantes na minha mera história.

Quem de nós já não viveu um dia assim? Um dia em que você acorda sentindo falta de tudo que construiu na vida ao lado de pessoas inesquecíveis. Elas estão longe do seu aperto de mãos, do seu abraço, do seu olhar, mas carregamos dentro de nós todos os dias, até o fim de nossas vidas.

domingo, 14 de agosto de 2011

A obra mais perfeita de Deus



Pode apostar, a obra mais perfeita criada pelo ser onipotente que rege o planeta foi a mulher. E nós, homens? Nós somos apenas o rascunho de um projeto maior.



Durante séculos elas nos enganaram. Interpretaram vários papéis, de fragilizadas, submissas, oprimidas. Talentosas, nos fizeram acreditar que éramos incrivelmente superiores, inatingíveis, os donos da verdade. E caímos feito idiotas, afinal, elas são atrizes por natureza.



Na época das cavernas as mulheres eram arrastadas pelos cabelos, de acordo com a nossa vontade. Hoje, elas usam os cabelos para nos deixar morrendo de vontade. Quando uma delas desfila aos nossos olhos, parecemos cachorros de padaria, salivando o frango que nunca sai do forno, mas provoca uma fome alucinante no totó, que fica ali, parado feito um bobo.


Com charme e beleza arrancam de nós o que querem, já  nós, só queremos arrancar a roupa delas, porque quando se trata de mulher pensamos sempre com a outra cabeça. É assim que elas nos deixam literalmente duros, a calça fica muito mais apertada e a nossa conta no vermelho. Aí voltamos a dar duro no trabalho para conseguir satisfazer os desejos delas novamente. 



As mulheres são nossa melhor fantasia, nosso maior objeto de consumo. Mas como elas nos consomem, não? O quadril delas foi feito para balançar o nosso cérebro. As curvas femininas levam a mente masculina para longe da realidade. Perdemos todos os sentidos na tentativa de senti-las, no tato, corpo a corpo com aquela ruiva, ouvindo o sussurro ofegante da morena, olhando o decote volumoso da loira, sentido o cheiro de sexo da mulata. As brasileiras tem o gostinho da miscigenação e sabem usar muito bem o dom que Deus lhes deu. 



E não se enganem meus amigos, elas não são apenas corpinhos bonitos, não! As mulheres provaram ser muito mais inteligentes do que nós, dominaram os homens controlando o mercado. Os patrões viraram empregados e as empregadas patroas. Em tempos modernos elas conquistaram a independência financeira e muitas vezes somos nós que dependemos delas para pagar as contas. 



As super mulheres da nova era trabalham, cuidam dos filhos, da casa e ainda fazem o marido gozar a vida. Caso ainda não tenham percebido elas são o futuro da humanidade. Aliás, as mulheres sempre foram o futuro, a luz da nova geração, só as beldades tem o poder divino de carregar a vida dentro delas. São seres sensíveis, a flor da pele, dispostos a aquecer o coração gelado das criaturas mais racionais. 



As mulheres querem carinho, afeto, romance. Os homens também, adoramos ser acariciados, abraçados, paparicados, gostamos de tudo isso e, principalmente, de sexo, muito, muito sexo. Tem marido que não se importa de ser corno porque só a esposa consegue fazer o falecido ressuscitar. Mole? Não, duro mesmo!



Gordinha ou magrinha, branquinha ou negrinha, burrinha ou genial, safada ou santinha, carismática ou fresquinha. Elas tem formas e características diferentes, mas bem lá no fundinho, todas escondem aquele mesmo tesouro que faz o olhos masculinos reluzirem. A verdade é que enquanto as mulheres existirem os homens saberão o que é felicidade, caso contrário, ficaremos na  mão, se é que você me entende.

Devemos rezar todos os dias agradecendo a Deus por ter criado as mulheres. Elas são mesmo a obra mais perfeita dessa galeria de artes chamada Terra. Já nós somos seus espectadores. Obrigado Senhor por ser apenas um rascunho dessa arquitetura divina.