segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um tiro no alvo ou um tiro no escuro?

O homem mais procurado do planeta foi morto depois de uma longa caçada que durou quase duas décadas. Dez anos se passaram desde os atentados que cravaram uma marca profunda no império americano. Será que as famílias das vítimas daquele onze de setembro se sentem confortadas com a eliminação do mestre do terror? Justiçadas, talvez.

Dois de maio entrará para a história como o dia em que Bin Laden, autor de uma série de covardias insanas praticadas em nome de Alá, deixou de existir. O dia em que os Estados Unidos da América salvaram o mundo de uma mente diabólica.


Descobrimos que ele era apenas um homem, nada sobrenatural. Só que esse homem magro, alto, de barbas cumpridas e um olhar convicto foi capaz de controlar a mente dos fracos, dos suicidas, de pais, mães e filhos que tiveram suas vidas tiradas pelo próprio Bin Laden. Por sua guerra particular contra o Tio Sam.


Mas será que a morte do líder nos libertou do terrorismo?
Ou pelo contrário, provocará uma ira infinita em seus fiéis seguidores? Se assim acontecer teremos corpos agindo sem cérebro, motivados ainda mais pela vingança.


Os conflitos étnicos no Oriente Médio reinarão até o fim dos tempos. A  "Terra Santa" só terá paz quando Alá se cansar de ouvir seu nome em vão por aqueles que praticam o mal e descer a terra para combate-los.


O terror não está mais na pessoa de Bin Laden. O terror se espalhou como uma epidemia pelo mundo. Está entre nós, em nossa mente, gravado para sempre. 


Bin Laden um dia foi aliado e mais tarde se rebelou contra os E.U.A, por quê? 


Os americanos dirão que foram vítimas e, hoje, honraram a nação com um ato de heroísmo. Mas para alimentar sua própria economia, seus padrões elevados de vida, eles vão continuar produzindo a guerra. Alimentando os interesses políticos com suas indústrias bélicas. Armando os países emergentes para invadi-los mais tarde pregando uma falsa paz.


Agora, Bin Laden está morto, mas as armas do Tio Sam vão continuar matando em nome do capitalismo.

3 comentários:

  1. Nossa bruno, adorei seu texto.. você escreve muito bem.. E o que esta escrito nesse texto é verdade mesmo.. a maldade esta dentro de cada ser humano que permite que ela entre dentro dele....

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  2. Oi Bruno, muito bom seu texto mesmo hen?!
    E já foi tarde!...rs
    Talvez seus seguidores o santifiquem e cometam ainda mais atos inimagináveis em seu nome.Quanta coisa não deve existir por debaixo dos panos deste fato!?!
    Os E.U.A o "criaram" mas não vão conseguir "matá-lo".
    Mais uma mancha de sangue na história.
    Abraço

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  3. Pois é. Infelizmente, em nome de um "deus", muitos cometem atrocidades de forma insana. Infelizmente, algumas culturas religiosas possuem uma ignorância intrínseca. A morte desse líder cruel não marcará o fim do terrorismo vencido também em forma de crime. Aos EUA ficou o gostinho de "fazer justiça com as próprias mãos", mas, na minha opinião e na de muitos governantes americanos (menos a de Obama - cujo nome gerou polêmica por pequenas coincidências nas letras), o terror não acabou. Ou OSama será eternamente louvado, ou, pior, terá milhares de seguidores fanáticos por quanto tempo existirem descendentes islâmicos. Complicado!

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