quarta-feira, 20 de julho de 2011

As estrelas do mundo moderno


Deu na mídia: "Legalize já!"
Elas estão por toda parte, a cada esquina das favelas ou nos refinados bairros burgueses. E são tão "chiquititas" que chegam através de "aviõezinhos", parecem pop stars. "Dona Branca, Puro Êxtase, Erva Danada"... um grupo que conquistou o planeta no século da diversão, que viciou multidões e foi responsável pela morte de milhares de adeptos.

Meu amigo Miltinho que o diga, ele é fã da "Erva Danada". Esta faz a cabeça do camarada há mais de sete anos. Da última vez que nos reencontramos ele me perguntou quatro vezes se eu ainda morava no mesmo lugar, detalhe, o cara mora a duas casas depois da minha. É... o meu "cumpadi" parece estar viajando vinte quatro horas por dia. Espero que ainda tenha lhe restado alguns neurônios, pelos menos para me reconhecer quando nos esbarrarmos por aí.

Pituca era o apelido de uma das meninas mais bonitas do bairro. Certo dia ela conheceu "Dona Branca", a amizade foi crescendo, crescendo... até virar dependência. A partir daí, aquela linda e simpática garota que deixava toda molecada excitada ao desfilar sua beleza, não conseguia mais ficar longe de sua amiga íntima. Aos vinte anos de idade "Dona Branca" presenteou Pituca com uma overdose, provando na verdade ter sido sua inimiga mais cruel.

O tráfico criou uma sociedade paralela estabelecendo uma política criminal que não pode ser mais extinta. Armar o exército e fortalecer a polícia com o intuito de invadir as favelas para reprimir os marginalizados não é a solução para o caos que viola nossa paz. A solução não está na força, pois se assim fosse os Estados Unidos não teriam drogas circulando em seu país, os americanos possuem o maior poder bélico do mundo.

Na década de trinta, a era das gangues, um sujeito chamado Alcapone era temido nos Estados Unidos. Nesse período não havia cocaína, heroína ou maconha, ele era considerado o maior criminoso da época por contrabandiar bebidas alcoólicas durante o período em que foi instituída a "Lei Seca". Somente com a liberação das bebidas, o final da Lei Seca, é que o contrabando foi amenizado, diminuindo consideravelmente a criminalidade no País.

Em uma roda de amigos eu fui indagado: - Bruno! Que mal tem alguém fumar maconha? Essa pessoa não faz mal a ninguém a não ser a ela mesma, não acha? Muitas pessoas não percebem que o viciado alimenta o tráfico. Se o meu amigo Miltinho não fosse um usuário da "Erva Danada" seria menos um consumidor e, se todos pensassem da mesma forma, o tráfico não teria conquistado tanto poder.

Precisamos de uma política severa no combate ao tráfico. Mas porque nunca conseguimos estabelecer essa política? Simplesmente porque o supremo poder está nas mãos dos senhores de palitós e gravatas que deveriam privar pelo bem estar comum da sociedade. E o que fazer se as decisões provêm desses senhores? Eu sempre fui contra a legalização da maconha, mas agora estou repensando sobre a possibilidade. A legalização da maconha não seria realmente um combate na raiz do tráfico?

Se a maconha fosse vendida legalmente nas farmácias não teria porque consumir a "Erva Danada" do mundo marginalizado. Os consumidores teriam total responsabilidade sobre a utilização da droga, podendo ser vendida somente para maiores de 18 anos. Assim o Governo Federal poderia intensificar as campanhas antidrogas para eliminar a "Erva Danada" da cabeça das pessoas através da conscientização dos seus males, como acontece hoje com o tabagismo. Todos os atos inconseqüentes praticados pelos usuários poderiam ser punidos com leis rigorosas, mas as leis são elaborados pelos próprios senhores do crime não? Sim, é verdade. É muito mais lucrativo praticar a ilegalidade do que a legalidade.

Já sei! Encontrei a solução. Em vez de legalizar as drogas vamos legalizar o tráfico para que "ele" deixe de ser ato criminoso. Faremos com que o tráfico se torne uma empresa, pagando impostos, com funcionários registrados e uma clientela mundial. Não é genial? Não, claro que não. Acho que falei tanto na "Erva Danada" que já estou sentido seus efeitos irracionais. Essa discussão nunca tem fim, mas sempre volta a tona. Enquanto isso, tento compartilhar idéias com você caro leitor. Legalize já!?!?!?!?

3 comentários:

  1. É Bruno, é um assunto muito sério esse. São coisas que não dependem só da sociedade e sim do poder público. Porém, cabe a cada cidadão de bem saber o que é bom ou ruim. E como o próprio nome diz, a DROGA É UMA DROGA. Mas, como não podemos colocar essa opinião na cabeça das pessoas, fica a critério de cada um definir o que é melhor para si mesmo.

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  2. Num domingo tranquilo estou passeando pela net e me deparo com teu blogg. Vou fazer um comentário para todos os textos. Devias escrever bem mais. Que coisa linda teus textos sobre sentimentos. Tens uma capacidade que poucos tem de transforma sentimentos em palavras. Escreva mais! É tão gostoso de ler e sentir o que queres dizer!

    Além disso também consegues refletir e fazer com que teu leitor reflita tb como neste texto. Eu sou a favor da legalização, simplesmente pq o tráfico gera violência, a criminalidade e se for legalizado quebramos a espinha dorsal do crime organizado no Brasil. Quando Gabeira falou isso, crucificaram ele dizendo que era maconheiro e tals. Até pode ser mas a questão é que vemos cada vez mais o tráfico tomando conta das ruas e não adianta dizer pra adolescentes confusos e com vontade de experimentar o mundo que drogas são ilegais, viciantes e podem matar. Adolescentes não tem medo de nada, tem apenas a curiosidade latente e uma puta confiança. Assim mais de um milhão de usuários se tornam dependentes todos os anos.

    Enfim, me estendi demais apenas pra dizer que é muito bom ler teus textos!

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  3. Infelizmente, perdi amigos e 1 tio por causa desses vicios... é uma dor tão grande, um medo do que possa acontecer daqui para a frente!

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